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Campanha Salarial dos Bancários luta contra desmonte trabalhista e pela defesa dos bancos públicos
10/07/2018
Categoria saiu às ruas de Mogi nesta terça-feira (10 de julho), no lançamento oficial da Campanha Nacional Unificada 2018, para defender direitos que estão ameaçados com nova lei trabalhista

Em defesa dos bancos públicos e contra o desmonte trabalhista que extingue os direitos da categoria a partir de 1o de setembro, o Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região lançou oficialmente nesta terça-feira (10 de julho) a Campanha Nacional Unificada 2018, considerada a mais difícil dos últimos tempos. A estimativa é de muitas mobilizações tendo em vista a resistência dos banqueiros em negociar com o movimento sindical depois que entrou em vigor a nova lei trabalhista.

 

Nas ruas de Mogi e com a presença da caravana da Federação dos Trabalhadores das Empresas em Crédito (Fetec/CUT), os bancários reforçaram a importância dos bancos públicos no financiamento das políticas sociais, denunciaram os abusos do setor financeiro e cobraram condições dignas de trabalho e atendimento à população.

 

“Nossa luta não é só pelos trabalhadores, mas por toda a população que é explorada com altas tarifas e falta de funcionários, o que compromete o atendimento e resulta em superlotação nas agências sobrecarregando os bancários”, explicou o presidente do Sindicato, Clayton Teixeira Pereira.

 

A extinção do princípio da ultratividade, que assegurava a validade das cláusulas de um acordo até a assinatura do outro, é um dos pontos críticos que tornam a campanha a mais difícil dos últimos tempos. O pré-acordo proposto pelo Comando Bancário foi ignorado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na primeira mesa de negociação, no dia 28 de junho.

 

Com isso, direitos como férias remuneradas, 13o salário, vales refeição e alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), licenças maternidade e paternidade, horas extras e limite de jornada deixam de valer depois de 31 de agosto.

 

“É por isso que dizemos que estamos diante de uma campanha difícil. É a primeira vez que iremos negociar com os banqueiros sob a nova legislação trabalhistas. Nossa prioridade é a defesa da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), além da reposição da inflação, aumento real e combate ao assédio moral”, acrescentou.

 

O ato teve início no largo do Rosário (Praça da Marisa), em Mogi, e de lá os bancários percorreram as agências bancárias da malha central. Além dos trabalhadores da base do Sindicato de Mogi e de representantes da Fetec, também participaram da mobilização membros dos Sindicatos dos Bancários de Guarulhos, ABC, Taubaté e Limeira.

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