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Caixa lança plano de demissão com vistas à privatização
28/11/2018
Banco que registrou lucro de quase R$ 12 bi até setembro quer "economizar" cerca de R$ 300 milhões com 1.600 funcionários a menos

A Caixa Econômica Federal reabriu nesta segunda-feira (26) mais um programa de desligamento de empregados (PDE). Até sexta-feira (30), o governo espera a adesão de 1.600 funcionários. A "economia" prevista é de R$ 324 milhões por ano. O alegado interesse em cortar custos contrasta com o lucro de R$ 11,5 bilhões nos primeiros nove meses do ano pelo banco público – ao mesmo tempo em que as condições de trabalho e de atendimento decaem.

Em dois anos, 12.500 empregados se desligaram da Caixa, dois terços por meio de programas de demissão voluntária. O problema, segundo sindicalistas, é que o quadro de funcionários não vem sendo reposto, implicando na queda da qualidade dos serviços. 

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, trata-se de um "enxugamento desnecessário", com o desligamento de funcionários experientes e comprometidos com o desempenho do banco. Ele diz que o PDE pode inclusive impactar nas contas da Previdência, precipitando a aposentadoria de trabalhadores que pretendiam permanecer na ativa. 

O diretor do sindicato Antônio Abdan, funcionário do banco há 29 anos, acrescenta que a precarização do atendimento, com a redução do número de funcionários, serve para reforçar junto ao público mal atendido o discurso de privatização defendido pela equipe econômica do novo governo Bolsonaro.

"Em agências de periferia – como no Gama, Taguatinga e Ceilândia – são mais de duas horas de espera. O cliente fica insatisfeito, perde tempo. A Caixa perde todo investimento em marketing, porque um cliente insatisfeito é um retorno negativo. O cliente acaba descontando no empregado. Adoece o empregado, piora o atendimento. Piora a imagem da Caixa e acaba influenciando no processo de privatização", explica Abdan.

O economista Pedro Guimarães, nomeado para presidir a Caixa a partir do ano que vem, trabalhou com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, quando este ainda era sócio do banco BTG Pactual. Na equipe de transição de Bolsonaro, Guimarães é um dos responsáveis por fazer levantamento das estatais a serem vendidas ou . Ele chegou, inclusive, a ser cotado para nova secretaria de privatizações, vinculada ao ministério de Guedes. (Fonte: Fetec/CUT-SP)

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