Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região
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Reflexo das demissões deixa bancárias com sobrecarga de trabalho
24/07/2020
las denunciaram que mesmo ciente da crise do coronavírus, Santander impõe metas abusivas; trabalhadoras se veem obrigadas a assumir funções sem terem cargos executivos nem remuneração compatível

Em meio à pandemia de coronavírus e às demissões ocorridas no Santander, as bancárias estão sendo as mais penalizadas pelo banco espanhol no Brasil.

Embora correspondam a 59% do quadro de funcionários no país, trabalhadoras têm denunciado ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região a pressão para o cumprimento de metas abusivas e a sobrecarga de trabalho.

Elas relatam também que mesmo o banco ciente das condições adversas impostas por conta do isolamento social, muitas ainda precisam enfrentar desafios diários para conciliar trabalho com ausência de escola para os filhos.

"As mulheres, em geral, já são as mais prejudicadas duplamente por conta das jornadas diárias. E quando se tem filho, esse desafio é ainda maior. Além de todas as preocupações, elas ainda não têm onde deixar os filhos por conta das escolas fechadas. Somada a essa preocupação, precisam dar conta da cobrança excessiva para o cumprimento de metas. Apesar da crise mundial, o banco teve resultado expressivos em sua lucratividade, que chegou a R$ 3,853 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que não justifica as demissões, nem a sobrecarga e muito menos a cobrança excessiva de metas", afirma Wanessa de Queiroz Paixão, dirigente sindical e bancária do Santander.

A dirigente ainda comenta que a maioria das bancárias não ocupa cargos executivos dentro da instituição sem remuneração compatível, contribuindo com o lucro . O Sindicato entrou em contato com o banco, que informou que as demissões fazem parte de processo de rotatividade e que ao mesmo tempo tem realizado contratações.

Demissões

Em março, o Santander havia se comprometido publicamente, em mesa de negociação com o movimento sindical, a suspender as demissões que poderiam estar em andamento e a não demitir enquanto a pandemia perdurar no país.

Passados 60 dias, o banco voltou atrás e descumpriu o acordo. São Paulo corresponde a 60% do total das demissões no Brasil. (Fonte: Contraf/CUT-SP)

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