Sindicato dos Bancários de Mogi das Cruzes e Região
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Mesmo com pandemia, pressão por metas aterroriza e deprime funcionários do Mercantil
12/08/2020

 

Os funcionários do Mercantil do Brasil estão sofrendo com pesadas cobranças, a truculência e a falta de humanidade da área comercial, que vem aumentando a pressão para o cumprimento de metas absurdas. Isso tudo em meio à insegurança e a excessiva lotação de clientes nas agências – principalmente nos cinco primeiros dias e cinco últimos dias úteis de cada mês – quando ocorre o pagamento dos beneficiários do INSS – aumentando o risco de contágio pela Covid-19.

 

Os superintendentes comerciais utilizam de técnicas perversas por meio das temidas vídeos e audioconferências, ligando para os números privados de telefone dos funcionários várias vezes ao dia. Aos gritos e usando palavras depreciativas, exigem o cumprimento de metas inatingíveis, acusando os bancários que não conseguem alcançar os números propostos pelo banco de incompetentes e desinteressados.

 

Segundo denúncias, a área comercial do banco chega ao absurdo de propor e exigir dos funcionários a venda de seguro de vida e outros produtos bancários sem o conhecimento dos clientes, o que é considerada uma prática abusiva e ilegal de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC). As denúncias estão vindo também da parte de clientes insatisfeitos com essas práticas do banco.

 

Em 2018, o Mercantil do Brasil foi alvo de cobrança junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), sendo viabilizada na época uma composição de acordo entre o Instituto de Defesa Coletiva (IDC), o Procon-BH e a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais. Nesse acordo, a instituição financeira se comprometeu a adotar regras de boas práticas relativas à contratação e à renovação de empréstimos bancários, possibilitando a extinção de inúmeros litígios judiciais e a proteção do interesse de milhares de clientes. 

 

Ocorre também a vigilância excessiva sobre os bancários através das câmeras de segurança instaladas nas agências e uma sobrecarga na jornada de trabalho, com funcionários permanecendo nas unidades de 8 a 9 horas ininterruptas e diariamente. Essas situações vêm deprimindo e adoecendo os trabalhadores, que já não estão suportando mais tanta ganância e prepotência por parte da área comercial do Mercantil do Brasil.

 

De acordo com Marco Aurélio Alves, que é diretor do Sindicato, funcionário do Mercantil e coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, através das denúncias recebidas de todo o país, pode-se verificar que funcionários que trabalham nas agências estão entre aqueles mais afetados pelo assédio moral, prática ilegal que consiste na exposição do trabalhador a situações humilhantes, constrangedoras, repetitivas e prolongadas, como forma de gestão para cobrança de metas e resultados absurdos.

 

“Os sindicatos estão mobilizados para acabar com esta prática cruel dentro do banco. Vamos deixar claro para o Mercantil que é sua obrigação fiscalizar os atos nocivos praticados pelos superintendentes comerciais, pois estes agem em seu nome e, portanto, responsabilizam o banco por prejuízos que venham a causar aos trabalhadores”, observou.

 

“O assédio moral é ilegal, deprime, adoece e retira a dignidade dos trabalhadores. Por isso, os funcionários que forem vítimas dessa situação não devem se calar. Façam a denúncia ao Sindicato, pois o sigilo será total, com a segurança de que não sofrerão retaliação por parte do superior ou do banco”, orientou Vanderci Antônio da Silva, funcionário do Mercantil do Brasil e dirigente sindical. (Com informações da Seeb BH)

 

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